Estudantes de Alto Paraguai aprendem matemática de forma atrativa


‘BOA-TEMÁTICA’
Prática motivadora ajuda estudantes a apresentar resultados significativos nos conhecimentos da disciplina
The First Ps3 Cinavia Fix & Free Bonus: Ylod/red Lights Repair Guide!gn: justify;">Roseli Riechelmann/Assessoria

Experiência contribui para tornar a matemática mais atrativa

Uma prática motivadora ajudou os estudantes de Ensino Médio da Escola Estadual Doutor Arnaldo Estevão de Figueiredo, de Alto Paraguai, a apresentar resultados significativos nos conhecimentos de Matemática. A partir de uma metodologia desafiadora, o professor Omoacy Borges, instigou os jovens a pensarem sobre a aplicação cotidiana dos cálculos, equações e teoremas. O resultado foi um percentual significativo nas notas e no aprendizado. As três turmas envolvidas no trabalho tiveram média de 8,5 nas avaliações.

O objetivo atingido foi considerado positivo se comparados com as notas apresentadas no primeiro bimestre, quando o assunto era o mesmo, porém repassado de maneira diferenciada, teórica. Na primeira etapa do trabalho, a nota mais alta entre as turmas foi 6,5. Avaliando as deficiências apresentadas o professor desenvolveu o projeto “A Construção das Retas do Seno, Coseno e Tangente no Ciclo Trigonométrico“.

A fórmula utilizada – praticar a teoria – resultou em tornar a “má-temática, em boa–temática”, brinca o estudante Lucas de Oliveira, 17 anos, do 2º A. “Até mesmo os estudantes menos interessados passaram a participar”, diz Durante o trabalho, que teve os resultados apresentados num seminário, o aluno abordou Tangente. Para ele, a experiência foi positiva, pois mesmo com boas notas na área, percebeu o quanto a disciplina pode ser ainda mais interessante.

“Não tinha interesse, achava matemática muito difícil. Depois dessa experiência tenho vontade de saber mais”, relata Maria Caroline, 15 anos, 2º C. O despertar para um mundo matemático trouxe uma série de questionamentos. O mais recente deles foi querer saber por que os postes de energia são tão altos. Segundo ela, após buscar a resposta soube que é uma medida de segurança e de redução de consumo.

A coordenadora pedagógica do período, Marilsa Pereira Rangel, presenciou o seminário realizado para toda a comunidade escolar, sobre o tema. “A metodologia aplicada derrubou a barreira daqueles que não gostavam de matemática”, acredita. Segundo a professora, todos perceberam a motivação nas turmas. “Até aqueles estudantes mais retraídos para falar em público foram para frente da platéia e apresentaram o trabalho”.

Esse projeto trouxe ainda uma integração entre as turmas. “Passamos a atuar em conjunto, houve uma integração das turmas, agora não é mais turma B, ou C, são os estudantes do 2º ano”, diz a estudante Mariane da Silva, 16 anos, 2º B. Ela e os outros 87 colegas dos 2º anos, participaram da atividade que colocou o conhecimento teórico na prática, com a utilização de estudo de aros de bicicletas, cubos de madeira, azulejos, mesas redondas, entre outros.

Para o professor que articulou o projeto com essas turmas, Omoacy Borges, é importante que os estudantes tenham o conhecimento prático dos conteúdos. “È preciso saber de onde surgem as retas, as figuras geométricas, representadas no relógio, nas bicicletas, na arquitetura. Para isso, a necessidade da interdiciplinaridade de conteúdos, como a geografia, ao falarmos de fuso horário, graus, escalas. Estudamos até os exames médicos e as ondas musicais”, finaliza.

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