Seduc define metas pedagógicas para 2012


EDUCAÇÃO 
Objetivos ficaram definidos durante seminário interno da Superintendência Adjunta de Políticas Educacionais
Patrícia Neves/Assessoria

A Seduc pretende aumentar as parcerias com as instituições públicas de ensino superior para formação inicial dos profissionais

Sete metas pedagógicas serão o eixo da Educação estadual em 2012. As práticas ficaram definidas durante o seminário interno da Superintendência Adjunta de Políticas Educacionais, “Avaliação das Metas – Perspectiva e Ações a serem consolidadas para 2012”, realizado entre 30 de janeiro a 02 de fevereiro, no Hotel Fazenda Mato Grosso. São elas: fazer com que toda criança esteja plenamente alfabetizada até os oito anos; reduzir a defasagem idade/ano; fortalecer e diversificar a oferta do Ensino Médio; intensificar as ações de formação inicial e continuada; ampliar a gestão democrática; implantar a autoavaliação nas escolas; e ainda, empregar políticas pautadas no respeito às especificidades do público atendido.

As tarefas programadas foram definidas após debates entre os mais de 200 profissionais das equipes das Superintendências: de Educação Básica, de Gestão Escolar Formação, e Diversidades Educacionais (SUDE), da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que participaram do evento.

“Investiremos cada vez mais na Jornada da Alfabetização para fazer com que cada criança, cada adulto tenha como foco o letramento. Fazer com que toda criança saia da escola lendo e escrevendo plenamente aos 8 anos de idade, ainda é um gargalo, mas não mediremos esforços para solucioná-lo. Eventos como esse possibilitam o fortalecimento das ações pedagógicas no foco de ensino e aprendizagem”, disse ao final do seminário, a secretária adjunta de Políticas Educacionais, da Seduc, Fátima Resende.

“Grandes realizações não são feitas por impulso, mas pela soma de pequenas realizações”. A frase do pintor Vincent Van Gogh foi empregada pela superintendente de Formação, Ema Marta Dunck Cintra, para explanar a necessidade diária de transformação do atual cenário. A Seduc pretende aumentar as parcerias com as instituições públicas de ensino superior para formação inicial dos profissionais. Já é ofertado mestrado interdisciplinar. “Temos a proposta de realização de seis especializações neste ano, ainda a serem discutidas com as equipes”.  Conforme Ema, as Orientações Curriculares elaboradas há três anos são princípios norteadores. “São os pilares para qualquer atividade”.

A necessidade de implantação da autoavaliação em todas as 727 unidades escolares e fortalecer a gestão democrática (expandido  o processo participativo para escolha de secretários e coordenadores das unidades escolares) figuram como medidas eficazes na busca da educação de qualidade. “Podemos, com esse embasamento, traçar caminhos. A escola se reconhece através do diagnóstico. Com base nessa pesquisa teremos base para encaminharmos ações mais focadas”, diz a superintendente de  Gestão Escolar, Catarina Cortez.  Hoje, a comunidade escolar (pais, alunos, professores e servidores da área técnica e de apoio) já escolhem os representantes para a gestão das escolas e dos representantes do Conselho Deliberativo Escolar/CDCE.

Uma das ações de trabalho estabelecidas dentro das metas diz respeito à elaboração de um Plano Estadual de Educação em Direitos  Humanos. “Será construído de maneira coletiva com diversos segmentos da sociedade”, diz a superintendente de Diversidades Educacionais, Débora Pedrotti. Ela defende ainda como tarefa para o ano, fortalecer a identidade do professor que atua na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Queremos ainda ampliar o trabalho de educação ambiental, inicialmente nas unidades escolares de Cuiabá e Várzea Grande. Já acumulamos grandes vitórias com a institucionalização da educação indígena, da elaboração de  matrizes curriculares considerando os saberes do campo. Trabalhamos cada vez mais no fortalecimento da identidade dos grupos”.

A superintendente de Educação  Básica (SUEB), Aidê Fátima de Campos, pontuou uma série de ações com foco na educação infantil. “Temos de ampliar a articulação com os municípios, via Undime, para o fortalecimento pedagógico”.  Outra prática é o atendimento a demanda dos jovens fora de sala de aula. Estimasse que sejam 40%, na faixa de 15 a 17 anos. “Trabalhamos na diversificação da oferta, por meio do Ensino Médio Integrado à Educação Profissional, o Ensino Médio Noturno. Nosso foco é garantir o direito ao acesso e permanência tanto no ensino Fundamental quanto no Médio”.

Finalizando as atividades, a assessora especial da Secretaria de Estado de Educação, Rosa Neide Sandes de Almeida, pontuou que “se não há aprendizagem de alunos então não houve ensino. Nós não queremos uma escola que reprove, mas onde as crianças aprendam ou serão excluídas do mesmo jeito. A escola é gratuita, laica, democrática e com autonomia. É preciso muita clareza e sensibilidade no processo de gestão. Para onde a gente caminha? Pensamentos são diferentes, mas nosso foco é comum”, concluiu Rosa Neide.

 

Deixe seu Comentário