Em manifestação em Brasília, professores pedem aplicação de 10% do PIB em educação


MARCHA DOS 10 MIL
Categoria também defende a aprovação pela Câmara, ainda este ano, do Plano Nacional de Educação (PNE)
Da Agência Brasil

 

Professores protestam na Esplanada dos Ministérios por ensino de qualidade e para reivindicar a implantação efetiva do piso salarial do magistério em todo o país, durante a 5ª Marcha Nacional em defesa da Educação Pública de Qualidade, que este ano tem como tema - 10 mil pelos 10% do PIB (Foto: Marcello Casal Jr./ABr)

Brasília – Professores de todo o país participaram nesta quarta-feira (26) de uma manifestação, no centro da capital federal, para pedir mais investimentos em educação e o cumprimento da lei que estabelece um piso salarial nacional para a categoria, que atualmente é R$ 1.187,97.

Entre as reivindicações, está a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para a educação. Hoje esse patamar está em torno de 5%. Os manifestantes também defendem a aprovação pela Câmara, ainda este ano, do Plano Nacional de Educação (PNE). A proposta encaminhada pelo Executivo estabelece 20 metas a serem cumpridas até 2020, entre elas, o percentual do PIB a ser investido na área.

Segundo os organizadores da marcha, representantes dos 43 sindicatos filiados à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) estiveram presentes. Os manifestantes caminharam do Estádio Nacional de Brasília até o Congresso Nacional. Na Câmara, representantes do movimento entregaram à presidenta da Comissão de Educação e Cultura, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), um documento com 140 mil assinaturas em apoio à aplicação de 10% do PIB na educação.

“Viajei 32 horas para chegar aqui, e com certeza valeu a pena. A marcha está bonita e essa mobilização é necessária. O governo precisa olhar para nossa categoria”, disse o professor de física Everton Luís Silva, que veio de Santa Catarina. Também estiveram presentes estudantes, sindicalistas e membros de entidades da sociedade civil, além de representantes de organizações que atuam em defesa do ensino de qualidade vindos de países como a Argentina e o Chile.

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