Trabalhadores da educação suspendem a greve


PROFESSORES
O processo de mobilização continua até setembro
Pau e Prosa Comunicação

 

Professores decidiram voltar às salas de aula, mas mantêm o estado de greve (Foto: Sintep)

Em assembleia geral realizada na tarde desta segunda feira (04), na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá, trabalhadores da educação decidiram pela suspensão do movimento grevista iniciado no dia 06 de junho. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Gilmar Soares Ferreira, a luta não acabou. “Os atos que realizamos em várias cidades do interior demonstraram a organização e a força do sindicato. Além disso, foram muito importantes para denunciar o descaso do governo do Estado com a educação”, afirma o sindicalista.

O presidente do Sintep/MT explica que a suspensão da greve não significa que os trabalhadores da educação abriram mão de suas reivindicações. “O governo agiu de forma antidemocrática ao substituir o diálogo pela judicialização do movimento e, via Secretaria de Estado de Educação (Seduc/MT), não respeitou a classe dos trabalhadores da educação ao atentar contra os princípios democráticos e de direitos, no intuito de intimidar a categoria, utilizando-se de instrumentos de coerção típicos de governos autoritários. Continuaremos a mobilização para garantir educação de qualidade e valorização profissional”, ressalta Gilmar Soares.

Para dar continuidade ao processo de mobilização, alguns encaminhamentos indicados pela reunião ampliada, realizada domingo (03), foram aprovados pelos profissionais, durante a assembleia. A categoria decidiu manter o estado de greve com indicativo de nova paralisação para setembro, para garantir a implantação do piso de R$ 1.312,00 e hora atividade para interinos; realizará vigílias no dia 17 de agosto, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), e no dia 12 de setembro, na Seduc/MT; realizará atividades regionais nos governos itinerantes e criação do mote: “Está comprovado: existe recurso para pagamento do piso!”.

Para Gilmar Soares, o movimento grevista foi vitorioso, pois conquistou avanços e denunciou a precarização da educação. “Conseguimos a nomeação para a posse de novos concursados, antecipação do piso de R$1312,00 para o ano de 2011 e a promessa do governo de implementa-lo até setembro deste ano. Enquanto o governo do Estado insistir em não priorizar a educação, o movimento continuará”, frisa o presidente do sindicato.

1 comentário

  1. Ivo Mützenberg disse:

    Insisto na seguinte questão: pagar aos professores o piso não é nenhuma “bondade governamental”. A valorização do magistério, com melhores salários, é condição que se impõe e, pela relevância da ação educacional, a carreira do magistério não pode ser comparada com outras categorias funcionais.

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